
TRADITIONAL FIGHTER
Sistema de Lutas e Combates Entre Diferentes Sistemas e Estilos de Artes Marciais
Regimento Geral – Edição 16/01/2012
Observação:
O presente regimento poderá sofrer constantes atualizações. Mantenha-se atualizado sobre as inovações oficializadas para as competições do sistema Traditional Fighter.
OBJETIVOS GERAIS
Sistema de luta profissional, semiprofissional e amador, onde os competidores podem representar sistema próprio ou qualquer estilo de arte marcial, em disputas de lutas separadas por sexo, faixa etária e faixas de peso, respeitando-se o conjunto de regras e normas estabelecido neste regimento. Atletas menores de 18 anos não poderão competir nas categorias profissional ou semiprofissional. O regimento do sistema Traditional Fighter somente pode ser alterado pela entidade gestora (CBKFS), divulgará nacionalmente as alterações através de web site oficial da entidade ou da Revista Academias, ou ainda através de ofício impresso publicado anteriormente ao evento a ser utilizado a nova regra.
PROFISSIONAL, SEMIPROFISSIONAL E AMADOR
A diferenciação de cada sistema obedece ao seguinte conceito:
Categoria Amador: Nesta classificação, o atleta participa do ranking nacional amador enquanto enquadrar-se na mesma categoria, sendo que as competições nesta faixa podem oferecer ao atleta os seguintes benefícios: Classificação no ranking amador, medalha ou troféu (de acordo com a classificação), certificado de participação e cinturão para o campeão. O promotor do evento informará se oferecerá parte de tais premiações ao vencedor, ou todas elas.
Categoria Semiprofissional: Nesta classificação o atleta participa do ranking nacional semiprofissional enquanto enquadrar-se na mesma categoria, sendo que as competições nesta faixa podem oferecer ao atleta os seguintes benefícios: medalha ou troféu aos classificados, certificado de participação, cinturão próprio ao vencedor e prêmio eventual em dinheiro, ou em produto, ou em serviço, ou todas estas.
Categoria Profissional: Nesta classificação o atleta participa do ranking nacional profissional enquanto enquadrar-se na mesma categoria, sendo que as competições nesta faixa podem oferecer ao atleta os seguintes benefícios: Cinturão ao vencedor mais troféus par ao primeiro e segundo classificado, mais (obrigatoriamente) prêmio em dinheiro em quantia estabelecida previamente às inscrições pelos organizadores. O valor do prêmio pago ao atleta pela vitória indicará o valor da LUVA que o mesmo representa e, tal valor de LUVA é ACUMULATIVO, ou seja, a cada novo desafio profissional conquistado acumula-se o saldo da luva anterior ao valor do atual evento conquistado. O atleta profissional não poderá aceitar desafios com atletas cujo valor da LUVA tenha valor inferior à sua (tem que haver equivalência de valores), sendo que, numa derrota, o atleta vencido o valor de sua luva rebaixado a ZERO. Desafios somente podem ser oficializados pelo sistema Tradicional Fighter pagando-se à organização (CBKFS) o valor da luva do atleta desafiado e, tal valor não é resgatável em caso de derrota.
A MARCA TRADITIONAL FIGHTER
A Marca Traditional Fighter é propriedade da Star Fit, sendo que a Confederação Brasileira de Kung-fu Shaolin (CBKFS) faz a gestão do sistema desportivo e profissional, organizando e oficializando o ranking e os eventos, tendo os resultado divulgado pelos meios esclarecidos acima. A CBKFS poderá nomear ou autorizar outras organizações, filiadas ou não ao sistema CBKFS, a promover eventos pelo sistema Traditional Fighter em outras localidades fora da Grande São Paulo, seguindo-se os moldes estabelecidos neste regimento ou o mais atual, repassando as devidas súmulas e relatórios à CBKFS nos prazos devidos para oficialização dos resultados.
REGRAS DE COMBATE
Golpes Proibidos: São proibidos golpes nas costas (considera-se costa da região acima das nádegas) , garganta, articulações, na região da genital; empurrões para fora do ringue, agarrar suspendendo o oponente, cotoveladas e joelhadas na cabeça, golpear o oponente enquanto o mesmo está caído ou com a mão no chão; torções e imobilizações traumáticas são proibidas; cabeçadas, mordicas, agarrar cabelos, pisada no pé do oponente; segurar, agarrar ou desajustar o equipamento de proteção do oponente.
Golpes Permitidos: Socos e chutes em todas as partes do corpo, exceto nas proibidos acima; cotoveladas e joelhadas abaixo da cabeça; agarrar e derrubar desde que não suspenda o oponente do solo por meio de projeções ou arremessos; empurrões, desde que não sejam para projetar para fora do ringue; chutes em saltos, tesouras, interceptar segurando o oponente.
Faltas Graves e Disciplinares: Desrespeito a árbitros, dirigentes, atletas, público e demais presentes, através de gestos obscenos ou que incitem agressividade ou promovam a violência, palavras chulas ou de baixo calão, e qualquer outra atitude que agrida a moral e os bons costumes. Desacato às instruções do árbitro central também são consideradas faltas disciplinares. Faltas graves e disciplinares são sujeitas a advertência e/ou expulsão, conforme entendimento da gravidade por parte do árbitro central. É proibido para qualquer categoria apresentar-se com uniformes contendo propagandas de drogas, bebidas alcóolicas, cigarros ou fumos, imagens ou frases que incitem violência ou atentado ao pudor ou aos bons costumes, sob pena de impossibilitar a competir.
Duração dos Combates: Os combates amadores e semiprofissionais são de 2 a 3 rounds de 1,5 minuto cada. Os combates profissionais são de no mínimo 3 e no máximo 5 rounds de 3 minutos cada. Intervalos de 1 minuto para descanso entre rounds.
Glinchês: Duração Máxima de 3 segundos para qualquer categoria.
Área do Combate / Ringue: As competições amadora e semiprofissionais podem acontecer sobre área de tatame de 30 mm de espessura, em formato quadrado mínimo de 4 x 4 metros e no máximo de 6 x 6 metros; ou ainda, quando possível, em ringue elevado nos moldes da competição profissional. As competições profissionais devem ocorrer em ringue elevado com área mínima de 4,5 x 4,5 metros e no máximo de 6 x 6 metros de área útil de combate. O ringue oficial deve conter 4 cordas de proteção lateral, colchão (corners) protetor nos quatro postes angulares, escada de acesso dos atletas e arbitragem, camada de espuma ou EVA abaixo da lona pisante suficiente para minimizar impactos no solo.
Equipamentos de Proteção do Atleta
Nas categorias amadoras e semiprofissional, os atletas devem estar equipados com: Luvas de boxe (12 onças) , protetor bucal dupla face, protetor de cabeça com grade, protetor de tórax, caneleira, protetor genital (para homens) e protetor de seios (para mulheres). No quesito de peso (onças) das luvas, fica sujeito a alteração conforme adequações estabelecidas pelo organizador estadual do evento.
Nas categorias profissionais é obrigatório o uso de luvas de boxe (18 onças), protetor bucal dupla face, sendo alternativo o uso de protetor genital e de caneleiras previamente supervisionadas.
Equipe Oficial
Faz parte da equipe do atleta: O atleta competidor, treinador ou técnico, auxiliar técnico, médico ou pronto-socorrista da equipe.
Faixas de Peso Para Todas as Categorias (Masc. E Femin.)
De 1 a 30 quilos
De 30,01 a 35 quilos
De 35,01 a 40 quilos
De 40,01 a 45 quilos
De 45,01 a 50 quilos
De 50,01 a 55 quilos
De 55,01 a 60 quilos
De 60,01 a 65 quilos
De 65,01 a 70 quilos
De 70,01 a 75 quilos
De 75,01 a 80 quilos
De 80,01 a 85 quilos
De 85,01 a 90 quilos
De 90,01 a 100 quilos
De 100,01 acima
SOBRE A ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
Nos eventos amadores e semiprofissionais é responsabilidade do promotor do evento manter durante as competições médico ou pronto-socorrista disponível para atender todas as situações médicas e urgências decorrentes dos combates, bem como meios de locomoção de atletas feridos ao atendimento hospitalar mais próximo. Poderá o dirigente do evento, no ato das inscrições repassar tal responsabilidade para cada equipe competidora, através de termo de compromisso devidamente formalizado entre as partes, tornando assim de responsabilidade de cada atleta ou equipe competitiva ter seu próprio profissional pronto-socorrista e seus meios de transporte para casos de emergência médica.
Nos eventos profissionais: Nas competições profissionais, cada atleta deve ter em sua equipe profissional contratado pelo mesmo para atendimento médico e hospitalar em caso de necessidade durante as lutas, estando tal responsabilidade previamente anunciada neste normativo.
DA ARBITRAGEM
A comissão de arbitragem é formada por quatro árbitros, sendo um central (na área de luta) e três outros situados em mesa na frente do ringue, posicionados de forma a ter plena visão dos movimentos ocorridos sobre o ringue. É função do árbitro central coordenar o combate e sinalizar á mesa situações observadas, indicando faltas graves, advertindo atletas, orientando, interrompendo ou reiniciando combates, e zelando pela segurança necessária na luta. Os três árbitros de mesa observarão o decorrer dos combates realizando ou não anotações que auxiliem na melhor definição do vencedor, sendo que um dos três deverá cronometrar cada round e atribuir ou não desconto de tempos ou prorrogações necessárias de acordo com o caso ou critérios adotados pela mesa.
No final dos combates o árbitro central será comunicado pelo árbitro de mesa (principal nomeado pela própria comissão de arbitragem), sobre quem é o vencedor do round, o qual deverá ser revelado ao público.
CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO E FORMATO DE SÚMULAS
O critério de classificação adotado pelo corpo de arbitragem será sempre o de superioridade nos combates, levando-se em consideração aspectos como: maior iniciativa de combate, melhor nível técnico, superioridade em número de ataques bem sucedidos e defesas bem realizadas, domínio geral da luta, menos faltas cometidas, disciplina, estado geral do atleta no término do combate, menos falta grave cometida, e outros que revelem a superioridade na disputa. Os árbitros da mesa (em número ímpar) irão decidir a vitória através de votação entre si e, o árbitro central revelará o vencedor erguendo o braço do campeão. Em caso de reincidência de falta grave ou na impossibilidade de algum atleta continuar o combate o árbitro central tem autonomia de anunciar o vencedor do combate antes do término do round, consultando ou não a mesa de arbitragem.
UNIFORMES PARA COMPETIÇÃO
Atletas: Camiseta regata e short de combate, podendo conter ou não logomarca e propaganda da equipe ou clube, e ainda de patrocinadores não restritos pela organização.
Árbitros: Camiseta de manga curta, calça, meia e sapatilha igual para todos os membros da arbitragem, contendo o termo “Traditional Fighter – Arbitragem” em destaque maior, sendo possível a inclusão em tais uniformes o símbolo de entidades ou de patrocinadores que não sejam os mesmos de algum atleta competidor. Deverá conter no ombro direito das camisetas a logomarca oficial da CBKFS.
SISTEMA DE RANKING
O Sistema de ranking nacional passa a valer a partir de 01.01.2012 em todo o território nacional.
GESTÃO DO SISTEMA
A gestão nacional e Internacional do sistema Traditional Fighter é feito exclusivamente pela CBKFS e publicado no site oficial na internet (www.cbkfs.com.br).
Nos estados, a CBKFS poderá nomear representantres estaduais, dando preferência aos presidentes da Federações Estaduais Internas da mesma entidade.
OFICIALIZAÇÃO DOS EVENTOS
O promotor de vento interessado em realizar uma edição do Traditional Fighter deverá obter autorização ESCRITA e PRÉVIA da CBKFS, seguindo as exigências atuais da entidade organizadora (CBKFS).
EXIGÊNCIAS BÁSICAS PARA OFICIALIZAÇÃO DE EVENTOS
É necessário que a entidade interessada em representar e promover eventos do sistema Traditional Fighter possua os seguintes recursos, no mínimo:
- Ringue elevado em padrões oficiais, com escadas de acesso e piso de EVA ou espuma;
- Aparelho de Som adequado, mesas para arbitragem e pronto socorrista nos eventos (conforme a regra);
- Equipe de árbitros oficialmente preparada;
- Autorização da CBKFS para a realização do evento.
SISTEMA DE LUVAS E DESAFIOS, NEGOCIAÇÃO DE LUVAS E LUTAS CASADAS e BOLSA DE VALORES
As questões pertinentes aos assuntos acima relacionados devem ser tratados diretamente com a administração da CBKFS e com os gestores oficiais de eventos do sistema Traditional Fighter.
Paulo Sergio de Carvalho Barbosa, presidente da CBKFS, faz valer o presente regimento e suas alterações a partir desta data (06.12.2011). |